Mead #3 - não fermentado

on 19 de outubro de 2012

Não sei porque esse hidromel não fermentou.  Sei que ele é o com maior teor de açúcar de todos os que eu já fiz, e que mesmo "não-fermentado", ele tem 10% de álcool.  Só que era pra ter uns 18%, então parece que não fermentou e está ultra doce.  Vou usá-lo pra blendar com o de manga e talvez no restante eu adicione alguma fruta pra ver se começa a fermentar de novo ou se eu coloco um pouco de 'acid-mix' pra tentar balancear ele (embora assim eu ache que não dê, pois ele precisa fermentar mais mesmo)

Mead#3, não fermentado
Semi-Sweet Mead
Type: Extract Date: 19-Oct-12
Batch Size (fermenter): 17.20 l Brewer:
Boil Size: 6.08 l Asst Brewer:
Boil Time: 0 min Equipment: Pot ( 3 Gal/11.4 L) - Extract
End of Boil Volume 6.08 l Brewhouse Efficiency: 72.00 %
Final Bottling Volume: 16.25 l Est Mash Efficiency 0.0 %
Fermentation: Ale, Single Stage Taste Rating(out of 50): -
Taste Notes:
Ingredients
Ingredients
Amt Name Type # %/IBU
13.00 g Yeast Nutrient (Primary 3.0 days) Other 1 -
8.50 kg Honey (2.0 EBC) Sugar 2 100.0 %
Beer Profile
Est Original Gravity: 1.142 SG Measured Original Gravity: 1.142 SG
Est Final Gravity: 0.968 SG Measured Final Gravity: 1.030 SG
Estimated Alcohol by Vol: 23.6 % Actual Alcohol by Vol: 15.2 %
Bitterness: 0.0 IBUs Calories: 1479.7 kcal/l
Est Color: 7.8 EBC
Notes
fermento foi o R2- Sauternes dry wine yeast, pitching temp: 24. Fermentation temp.: 16
Mel de laranjeiras lambertucci


NO HEAT METHOD: usei agua da torneira (da mangueira), direto no fermentador. Adicionei o mel tambem direto. Só fervi a água do fermento pra hidratar. E sanitizei tudo: balde, airlock, colheres, bequeres, mexedor, etc..

nutrientes totais:
5g Fermaid K
8g DAP
8g Go-ferm (com o fermento)

SNA (staggered nutrient additions)
- Misturei o Fermaid K e o DAP: 13g totais
- dividi em 3 porçoes de 4,3g.
- A primeira foi junto com a adicao de fermento.
- mais duas adicoes depois de 24 horas e 42 horas (junto com a adicao eu misturei o mosto)

03/10: under attenuated. Tava lendo 21 brix (1.090). Adicionei mais fermento de champanhe (código: ), misturei e vou esperar até a semana que vem..

09/11: sem mudanças. Continua com 21 brix, doce pra caralho....
pH: 3,2!! Preciso subir isso com KOH ou K2CO3.

10/11: adicionei 20g (+ 4 pacotes de fermento) redstar pasteur champagne + 3g de bicarbonato de sódio, misturei bem e estou esperando fermentar..

24/11: 16,5 Brix no Refract. Docinho...com pouco de álcool...sinto um certo alcool superior, muito provavelmente da alta temperatura na fermentação (depois que ele não fermentou da 1a. vez, ele ficou fora da geladeira-desde 09/10). Pode ser que seja um pouco do bicarbonato tb...meio amargo, sei lá..

18/12: sem mudanças...transferi de volta para balde branco, ~10L apenas do mead #3. Vou adicionar manga depois. Fiz 2g DAP + 4,5g Fermaid-K. Fermento Lalvin D-47 com 6,5g de Go-ferm. Misturado hoje. vou fazer adições de nutrientes em 0 (hj), 2 , 4, 6.....misturar/aerar em 1,3,5,7,8...

08/01/2013: Densímetro: 14,2. Ridículo de não atenuado...parece que eu estou tomando mel diluído com álcool... Mesmo assim, ainda contém 11,6% álc. Como blendei com o Mead #2, só sobrou ~10L dele. Sem destino ainda....talvez eu jogue um fermento de cerveja em cima dele... Talvez adicione algum acid mix e coloque temperos..

23/02/2013: Mesma FG. Muuuito doce.. Racked to a corny keg. Boa transparência mas ainda pode melhorar muito...Vou largar ele no PM e ver o que acontece e pensar em colocar algo nele....

Como preencher súmulas de cervejas

on 16 de outubro de 2012





Após minha participação no VII Concurso Nacional das Acervas, onde organizei e gerenciei o concurso, gostaria de conversar justamente sobre um ponto muito importante dentro de uma competição cervejeira, que é o de feedback/preenchimento de fichas, com exemplos bons e ruins.

Em competições BJCP, geralmente os juízes tem 10-12min pra preencher cada ficha de avaliação.  Os vôos são de 8-12 cervejas, então em aproximadamente 1h30-2hs, o juíz tem que comunicar ao máximo através da escrita o que está sentindo na cerveja.  Essa é uma das razões pouco faladas de porque ser juíz de cerveja é difícil!!  Se considerarmos que em uma competição podemos ter 3 ou até 4 vôos no mesmo dia, um juiz terá que preencher algo como 40 ou 50 fichas de avaliação. Dá-lhe cãimbra na mão! Mesmo assim, acredito que a pessoa que se candidata a ser juíz de cerveja está ciente desse detalhe.

Tendo isso em vista, vamos aos fatos.  Existem juízes bons e ruins.  Obviamente que temos alguns melhores que outros.  Alguns podem ser mais experientes, podem ter abilidade de comunicação diferentes, podem ser melhores sensorialmente, podem ter conhecimento técnico para feedback diferentes, podem ter letra melhor (!!) e/ou escrever mais rápido.  Tudo isso influenciará na qualidade do juíz.  O que não poderia faltar, no entanto, é empenho!  Mesmo eu sendo um juíz pior que o fulano (pelas razões acima listadas), eu tentarei ao máximo descrever as sensações, a impressão geral, onde a cerveja se enquadra no estilo e seus problemas.  Obviamente que, ao olhar fichas de avaliação em branco, alguns juízes não estão entendendo algumas coisas.  Acredito eu que esses juízes interpretaram erroneamente o trabalho de avaliação de cervejas principalmente pelos motivos:

1) Eles acreditam que dar a nota da cerveja e dizer qual é a melhor é o suficiente;
2) Eles não entenderam que ser juíz é realmente muito trabalhoso;
3) Eles não foram instruídos sobre os pontos 1 e 2.


Existem juízes bons e ruins.  Mas o que não pode faltar é empenho!

No outro lado do espectro, temos alguns juízes que dão exemplos tão absurdamente positivos do que é ser um juíz BJCP, que eu não poderia deixar de mencioná-los.  E eu vi isso in-loco durante o nosso concurso nacional, em Piracicaba.  Nicole Erny, juíza National do BJCP, mostrou o porquê!  A seguir mostro algumas das fichas de avaliação dela, que avaliou o estilo livre, que abrange todo o espectro de estilos e é dificultado ainda mais pelo uso de ingredientes diferentes e que não conhecesse.

Mostro então a seguir inúmeros exemplos das fichas dela.  Queria dizer que eu não escolhi as melhores fichas.  Fui tirando fotos uma a uma.  Ela realmente preencheu todas as fichas de avaliação dessa mesma maneira.  Acredito que apenas ao ler seu modo de se comunicar com o cervejeiro-caseiro, seu vocábulo e uso de palavras e termos técnicos e também não-técnicos (porém descritivos) já tornará o leitor do blog um melhor avaliador de cervejas.  São muitas fichas, mas vá lendo com calma que você irá aprender muito.

































Mead #2 - aka: mango melomel

on 14 de outubro de 2012



Mead#2 - aka: mango melomel
Semi-Sweet Mead
Type: Extract Date: 14-Oct-12
Batch Size (fermenter): 17.50 l Brewer: Philip Zanello
Boil Size: 30.36 l Asst Brewer:
Boil Time: 60 min Equipment: Equipamento da Brix
End of Boil Volume 22.36 l Brewhouse Efficiency: 72.00 %
Final Bottling Volume: 14.20 l Est Mash Efficiency 0.0 %
Fermentation: Ale, Single Stage Taste Rating(out of 50): -
Taste Notes:
Ingredients
Ingredients
Amt Name Type # %/IBU
5.00 g Yeast Nutrient (Boil 3.0 days) Other 1 -
1.0 pkg Lalvin 71B-1122 (Lallemand - Lalvin #71B-1122) [23.66 ml] Yeast 2 -
7.50 kg Honey (2.0 EBC) Sugar 3 100.0 %
Beer Profile
Est Original Gravity: 1.123 SG Measured Original Gravity: 1.123 SG
Est Final Gravity: 0.972 SG Measured Final Gravity: 1.008 SG
Estimated Alcohol by Vol: 20.3 % Actual Alcohol by Vol: 15.5 %
Bitterness: 0.0 IBUs Calories: 1228.7 kcal/l
Est Color: 6.1 EBC


Notes
LEVA #2
Mel silvestre lambertucci.

Aqueci o mel na água e o dissolvi. E depois adicionei em um balde com água gelada.. (que previamente tinha sido fervida)

Adicionei nutrientes todos de uma vez..
OG: 1.123

fermentaçao a 17C.

03/10: parou de atenuar... tava com 20 brix. Adicionei mais fermento (código: R2 sauterness) e misturei

09/10: nao fermentou...tem algo de errado nisso...
pH: 3,5
10/11: adicionei 24g (+ 3 pacotes de fermento) 71-B + 3g de bicarbonato de sódio, misturei bem e estou esperando fermentar.. Começou a fermentar, em temp. ambiente....(percebi isso um dia depois)

24/11: 7,4Brix = 1.030(densimetro) e 16Brix no refract (que corrigido dá certinho 1.030), se a OG foi de 1.123, então temos 12,5% álcool. Mas o hidromel ainda continua fermentando..Ainda BEM doce, mas tem estrutura e álcool já aparece....é como se fosse um sweet mead muito doce....se bater 1.020 ou menos vai ficar bom...vamos esperar.. Sinto um certo alcool superior, muito provavelmente da alta temperatura na fermentação (depois que ele não fermentou da 1a. vez, ele ficou fora da geladeira-desde 09/10).

18/12: sem mudanças...transferi de volta para balde branco, tudo do mead #2 + uns 4L do mead #3. Vou adicionar manga depois. Fiz 2g DAP + 4,5g Fermaid-K. Fermento Lalvin 71-B com 6,5g de Go-ferm. Misturado hoje. vou fazer adições de nutrientes em 0 (hj), 2 , 4, 6.....misturar/aerar em 1,3,5,7,8...

08/02/2013: Densímetro: 6,8ºB=1.028, refract: 15,9. Não desce mais. Doce, com bastante gosto de mel, mas sinto álcool também...bem forte.

14-01-2013: Transferi sobre ~7kgs de manga em saco de nylon + 6g de pectina

abril: provei.  O aroma de manga está muito interessante.  Não dá pra perceber se é manga, mas é algo parecido com melão, frutado e agradável.  Na boca ele está extremamente seco e agressivo, talvez até demais.  Acho que fermentou demais.  O ideal é blendá-lo com o outro hidromel que não atenuou a gosto e sulfitar para ele não fermentar mais.  Aí talvez dê certo.  Farei isso em breve, mas não precisa ter pressa porque é hidromel...

Na contramão: levas de 5L

on 9 de outubro de 2012



Em uma recente conversa que tive com o Robson Vergilio (Cervejeiro caseiro, sócio da Acerva Paulista e designer.  Inclusive ele estará dando um workshop sobre rótulos: desde história até como fazer um rótulo de qualidade em casa e preparar para uma gráfica.  Caso tenha interesse, CLIQUE AQUI e saiba mais) em Campinas, ele me pegou de surpresa ao afirmar que estava "diminuindo o tamanho de suas levas de 60L para 5L".

O que? Como assim?  Em todas as listas de discussão que conheço não ouvi até hoje um desejo de se diminuir a produção.  Alguns começam pequeno, em levas de 5L a 10L, pra depois perceberem que esse o processo demora basicamente o mesmo tempo para levas de 5L, 20L ou 100L.  O volume de 20L padrão de um cervejeiro caseiro, que parecem muita coisa quando se inicia, se desintegra tão facilmente que começamos a entender que 20L é pouca coisa..  Tem muita gente que está apenas sondando que tipo de equipamento comprar e qual volume fazer e a resposta muitas vezes é: "Já compre panelas de 50L+, porque você logo vai querer fazer bateladas de 40L".  Por que então diminuir o volume?

A resposta que o Robson me deu faz tanta lógica para um cervejeiro caseiro de hobby que compartilhá-la aqui pode ajudar muita gente a também decidir a diminuir o tamanho da sua leva, economizar dinheiro, fazer mais experiências tornando o hobby mais divertido e interessante.  E até melhores cervejas.  Claro que isso não é pra todo mundo, mas acredito que algumas pessoas irão se identificar e pensar duas vezes antes de fazer levas gigantes de 50L ou 100L.

De acordo com o Robson, está claro que as melhores cervejas são feitas usando controle de temperatura de fermentação.  Como ele não tem geladeira dedicada pra isso e nem quer gastar dinheiro adquirindo uma, então ele decidiu usar o frigobar que ele tem para fermentação de cervejas.  Ele mediu o espaço interno e disse que consegue fermentar pelo menos 6 levas simultâneas de 5L cada, isso porque seus 'fermentadores' serão quadrados e empilháveis.  E o melhor: quando a temperatura da geladeira é de 17-22ºC, para fermentação de ales, o congelador não chega a congelar, mas se torna lugar excelente para maturação a frio, com temperaturas entre 0 e 5ºC.  Ele pode, portanto, ter um frigobar capaz de ao mesmo tempo ter 8 levas fermentando e também maturando.


Veja também esse excelente post da BYO sobre produção em escala pequena: http://www.byo.com/stories/techniques/article/indices/19-brewing-tips/1410-small-scale-brewing



Como mora sozinho, não tem demanda para grandes quantidades de cerveja. E como mora em apartamento, um fogão e um balcão de cozinha é o suficiente para ele fazer as suas levas.  Mais ainda: com seu mini-fogão elétrico ele consegue ter um kit portátil para fazer cervejas em outros lugares que não na casa dele.  Tudo isso ocupando o espaço de uma mesa pequena. Em suas próprias palavras: "posso fazer cerveja assistindo TV". Ele também não está tão interessado em ter a maior eficiência.  Entre ter eficiência de 60% para algo com lavagem de grãos e 80%, a quantidade de malte necessária para essa correção não é mais do que 0,5kg.  Custo irrisório pra muito mais trabalho.

Vale a pena dizer também que o último ganhador do Ninkasi AwardMark Schoppe ,declarou que conseguiu o prêmio justamente ao diminuir o tamannho da sua receita de 19L para 6L, de modo que enviou incríveis 66 cervejas para a competição da NHC, dos EUA. Foi uma decisão tomada justamente para aumentar o leque de cervejas enviadas sem ter sobrando uma grande quantidade que certamente iria estragar.


PONTOS POSITIVOS
- Custo dos ingredientes é menor
- Processo todo é feito em 4 horas ou menos, incluindo o tempo de limpez pós brassagem!
- Mais fácil de colocar dentro de uma geladeira para controlar a temperatura
- Consegue fermentar e maturar levas de cerveja na mesma geladeira.
- Melhor para experiências
- Menos tempo para ferver (e também para resfriar) 5L de mosto
- Tempo de envase menor ( 7 a 10 garrafas por batelada)
- Levantar pesos de 5-10kgs é bem mais fácil do que  20-30kgs
PONTOS NEGATIVOS
-Fermentação demora o mesmo tempo.
- Pode ser difícil de diminuir a receita.
- Se a cerveja estiver muito boa você só tem 2L dela.
- Mesmo tempo de produção e de limpeza.
- Será mais difícil compartilhar suas produções para amigos e/ou eventos.
- Um pouco mais cara.

Veja as fotos da cozinha do Robson:

Cervejaria dentro da R76
Visão Geral do sistema



Sistema expandido1
Comparativo de tamanha garrafa Grolsch
Na recirculação o liquido espalhado pela peneira
Sistema completo e fechado
Detalhe da bolsa de graos
Bomba recirculação
Resistência para controlar o mash

Como o Brasil irá se beneficiar com a próxima leva de juízes de cerveja

on 2 de outubro de 2012



Nos próximos 3 meses o Brasil terá 3 provas para candidatos a juízes do BJCP.  No próximo dia 13 de outubro (sábado) em Campinas-SP (inscreva-se AQUI), no feriado do dia 02-04 de novembro no Rio de Janeiro-RJ e no dia 08 de novembro em Porto Alegre-RS.  Além disso já há uma prova marcada também pra julho de 2013, em Curitiba, evento junto ou perto do VIII Concurso Nacional das Acervas.

Depois da primeira leva de juízes que fizeram a prova em junho de 2011 e receberam o resultado em maio deste ano (O BJCP admite que as correções estavam demorando por volta de 6-7 meses.  Esse foi um dos motivos por terem mudado a forma da prova.  Agora as correções serão mais ágeis justamente porque a prova será sensorial apenas.), temos a possibilidade de inundar o nosso meio cervejeiro com mais 30-50 juízes de cerveja.  Como isso vai transformar as competições cervejeiras do Brasil?
Em um primeiro momento veremos uma tendência em diminuir o custo de inscrição nas competições.  Isso tornará as competições mais acessíveis e aumentará o número de participantes.  Só para se ter uma idéia da tendência de crescimento das competições de cervejas caseiras no Brasil, em 2011 tivemos 150 inscrições no Concurso Nacional das Acervas.  Em 2012, foi imposto um limite de 300 inscrições, que rapidamente foi preenchido.  Acredito que caso não houvesse esse limite, chegaríamos na casa das 350 inscrições.  O custo de cada inscrição era de R$60 por cerveja (e R$40 por cerveja caso o participante fosse sócio de alguma Acerva).

Hoje, o jeito que as competições funcionam é fazendo disso um evento e convidando juízes e pessoas do meio de todas as partes do Brasil para tal evento.  Os juízes que tem disponibilidade aceitam e participam de tal competição.  Algumas competições só conseguem juízes pagando as diárias dos hotéis deles.  É um 'mimo' muito bem-vindo pra quem está julgando numa competição, mas quem paga são os cervejeiros caseiros com as altas taxas de inscrição.  Só pra se comparar, as taxas de inscrição por cerveja nos EUA giram em torno de US5 a US10, muitas com descontos para quem participa em mais de um estilo.  Aqui, pagamos R$40-60 por cerveja, justamente pra bancar esses custos de jurados.

Competições de cerveja geralmente duram 1 ou 2 dias. Se então tivermos jurados que não vão viajar de avião para uma competição, que concordam com a filosofia do BJCP de estarem fazendo um 'trabalho' voluntário, que não vão ter que pagar mais do que uma diária de hotel (ao invés de 2 ou 3 dos que vem de avião), e que entendem que a diária paga pra eles está aumentando o custo das inscrições (e por isso aceitam pagar a diária, caso necessária), teremos um óbvio incentivo para diminuir os custos de inscrição (que devem ser basicamente para pagar copos, ítens de papelaria, xerox, locação de mesas e toalhas, estantes para armazenar as amostras e outros custos operacionais).

Com custo menor, teremos certamente um crescimento nas inscrições.  Quem competiu em todos os estilos da Competição Nacional das Acervas viu R$300,00 ir embora apenas em inscrições, salvo ainda os R$100-200 pagos por fretes.

Espero também que o número de competições cervejeiras aumente.  Com um número razoável de juízes no estado de SP, no RJ e no RS (e depois em SC) teremos uma distribuição maior de juízes pelo Brasil. Com essa maior distribuição, teremos possibilidade aumentada de competições com juízes que estejam disponíveis a poucos kilômetros de distância da competição.  Mais fácil de organizar porque é mais fácil dos juízes aceitarem participar de uma competição em um determinado final de semana.  Mais plausível que uma competição seja organizada sem a necessidade de um evento junto.

O nosso histórico de competições cervejeiras aqui no Brasil tem sido:

  • Competições Nacionais das Acervas
  • Competições estaduais, que geralmente são organizadas pelas Acervas dentro de seu estado
  • Competições organizadas por bares, cervejarias, brewpubs ou confrarias visando a aquisição de um novo produto e como ferramenta de marketing.
Não existem aqui competições independentes, como muito acontece nos EUA.  Esse maior oferecimento de juízes vai possibilitar justamente isso. Mais competições, mais crescimento entre cervejeiros caseiros, mais pessoas entrando no hobby e o Brasil crescendo em qualidade e quantidade, tornando o nosso hobby mais forte e com mais representatividade.  No final disso tudo, teremos acesso a mais estilos de cerveja que se tornam cada vez melhores.  E é isso que eu quero!!



Mead #1 - aka: sparkling mead

on 23 de setembro de 2012

Comprei mel e comecei na empreitada de fazer hidromel.  Esse é o meu primeiro hidromel e era pra ter sido um sparkling mead.  Depois de terminado eu fui entender que é também difícil de se conseguir carbonatação alta com carbonatação forçada, uma vez que o hidromel faz bastante espumba também (que dissipa lentamente, mas mais rápido que cerveja)

Mead#1 - aka: sparkling mead
American Amber Ale
Type: Extract Date: 23-Sep-12
Batch Size (fermenter): 18.00 l Brewer: Philip Zanello
Boil Size: 30.88 l Asst Brewer:
Boil Time: 60 min Equipment: Equipamento da Brix
End of Boil Volume 22.88 l Brewhouse Efficiency: 72.00 %
Final Bottling Volume: 14.70 l Est Mash Efficiency 0.0 %
Fermentation: Ale, Two Stage Taste Rating(out of 50): -
Taste Notes:
Ingredients
Ingredients
Amt Name Type # %/IBU
5.00 kg Honey (2.0 EBC) Sugar 1 100.0 %
Beer Profile
Est Original Gravity: 1.080 SG Measured Original Gravity: 1.061 SG
Est Final Gravity: 0.982 SG Measured Final Gravity: 1.010 SG
Estimated Alcohol by Vol: 13.0 % Actual Alcohol by Vol: 6.7 %
Bitterness: 0.0 IBUs Calories: 572.6 kcal/l
Est Color: 4.6 EBC
Mash Profile





Carbonation and Storage
Carbonation Type: Keg




Notes
Mel silvestre lambertucci que estava cristalizado + 5L de água fervendo. Misturei e joguei em 9L de água fria.

temp. pitch: 27ºC
pH: 5,1
OG: 15,4
Volume final: ~18L (era pra ser 15L, mas calculei errado a água)

nutrientes:

5,0g de fermaid K
4,0g de yeast energizer

13/10: transferido para o post-mix, FG: 1.008. Provado e interessante. Bem parecido com o vinho branco, meio seco e com bastante características de vinho. Um pouco ácido ainda, mas pode melhorar. Bem turvo.

15-fev: engarrafado: 18 garrafas: ABV: 7,4%, ADF: 87%. Percepção de ser meio doce no final, não tão seca quanto os 1.008 sugerem.

Weizenporão

on 7 de julho de 2012

Fiz essa cerveja para competir no concurso do Basement Pub (Blumenau) e também enviei para o Homebrew experience.  Coloquei bastante damasco nela (não está escrito na receita, mas acredito que foi uns 800g de 'dry-damasco' na cerveja pronta) e ela ficou muito boa.  Não me lembro qual foi o fermento (ainda não estava usando o programa muito bem), mas se eu fosse chutar seria o WB-06.  Os comentários do Alison Scapini foi o de que a cerveja estava com aroma de enxofre e por isso não foi nem julgada!!  Que absurdo!  Eu sabia que ela estava com aroma de enxofre antes de engarrafar, mas achei que até lá ele pudesse ter sido reabsorvido ou saído da cerveja.  Como é volátil, uma vez que ele saiu do aroma inicial a cerveja estava boa.  Mas eles nem me deram um feedback de como estava a cerveja e ninguém nem provou, que é absolutamente reprovável em competições cervejeiras.  O povo do homebrew experience curtiu bastante!

Weizenporão
Weizen/Weissbier
Type: All Grain Date: 07-Jul-12
Batch Size (fermenter): 54.00 l Brewer: Philip Zanello
Boil Size: 71.40 l Asst Brewer:
Boil Time: 60 min Equipment: Equipamento da Brix-50L
End of Boil Volume 62.40 l Brewhouse Efficiency: 75.00 %
Final Bottling Volume: 50.00 l Est Mash Efficiency 83.3 %
Fermentation: Ale, Two Stage Taste Rating(out of 50): -
Taste Notes:
Ingredients
Ingredients
Amt Name Type # %/IBU
5.00 kg Pilsner (Weyermann) (3.3 EBC) Grain 1 45.5 %
5.00 kg Wheat Malt, Pale (Weyermann) (3.9 EBC) Grain 2 45.5 %
1.00 kg Carawheat (Weyermann) (98.5 EBC) Grain 3 9.1 %
Beer Profile
Est Original Gravity: 1.048 SG Measured Original Gravity: 1.046 SG
Est Final Gravity: 1.013 SG Measured Final Gravity: 1.010 SG
Estimated Alcohol by Vol: 4.6 % Actual Alcohol by Vol: 4.7 %
Bitterness: 0.0 IBUs Calories: 427.1 kcal/l
Est Color: 13.8 EBC
Mash Profile
Mash Name: Temperature Mash, 2 Step, Full Body Total Grain Weight: 11.00 kg
Sparge Water: 53.72 l Grain Temperature: 22.2 C
Sparge Temperature: 75.6 C Tun Temperature: 22.2 C

Mash PH: 5.20
Mash Steps
Name Description Step Temperature Step Time
Protein Rest Add 33.69 l of water at 42.2 C 40.0 C 25 min
Saccharification Add 0.01 l of water and heat to 68.0 C over 10 min 68.0 C 40 min
Mash Out Heat to 75.6 C over 10 min 75.6 C 10 min
Sparge Step: Fly sparge with 53.72 l water at 75.6 C

Carbonation and Storage
Carbonation Type: Keg






Novo ranking de medalhas: RJ ainda é o melhor estado!

on 2 de julho de 2012

Após o VII Concurso Nacional das Acervas (2012) temos algumas mudanças no quadro de medalhas do blog Notícias Cervejeiras¹.  No entanto, o topo da tabela continua o mesmo para ganhadores por estado e individual.

No quadro de medalhas por estado, o RJ, que estava absoluto na frente na categoria absoluta e por número de medalhas, manteve a liderança.  São agora 19 medalhas contra 10 do segundo colocado (MG).  E 5 medalhas de ouro e 7 de prata contra 4 de ouro e 2 de prata do segundo colocado (RS).  O estado de SP, com suas incríveis 5 medalhas conquistadas em casa, saltou de 5º colocado para 3º em ambas as categorias.  E um detalhe curioso: Raphael Tonera, com sua medalha de prata, continua representando SC com todas as medalhas do estado.

No quadro de medalhas individual, também poucas mudanças.  Ricardo Rosa faturou uma medalha de prata e se mantém absoluto na primeira posição, em ambas as categorias.  O maior salto foi o do Eduardo Nunes Rodrigues (SP), que saiu da 5ª posição na categoria absoluta e subiu para a 2ª posição.  Na categoria total de medalhas, ele saltou da 15ª para a 4ª posição.

Confira os quadros de medalhas:











































GANHADORES ANO A ANO

COMPETIÇÕES NACIONAIS DAS ACERVAS:

2007: RJ - 49 competidores
Estilo Livre:
1º Ricardo Rosa (RJ)
2º João Veiga (RJ)
3º Rômulo Gresta (MG)
Stout:
1º Ricardo Rosa (RJ)
2º Rogério Marinho (RJ)
3º Pedro Braga (SP)

2008: MG - 99 competidores
IPA
1º Edgygil Pupo (PR)
2º Christiam Rocha (MG)
3º Rodrigo Dutra (MG)
Weizen
1º Marco Málaga (ARG)
2º Erik Vieira (MG)
3º Ricardo Rosa (RJ)
Belgian Strong Ale
1º Raphael Tonera (SC)
2º Humberto Ribeiro (MG)
3º Leonardo Botto (RJ)

2009: RJ - 95 competidores
Traditional Bock
1º Christiam Rocha (MG)
2º Eduardo Manetta (SP)
3º Raphael Tonera (SC)
American Brown Ale
1º Carlos Câmara (RJ)
2º Rafael Augusto do Carmo Oliveira (RJ)
3º Carlo Marcello de Oliveira Siqueira (RJ)
Witbier
1º José Augusto Silveira Júnior (MG)
2º Reynaldo Araújo Bastos Júnior (MG)
3º Luiz Antônio Cravo da Costa (BA)

2010: RS - 133 competidores
Imperial IPA (48)
1º Paulo Roberto Dalla Santa (RS)
2º Daniel Coelho Caruso e Lúcio (RJ)
3º Mauro Nogueira (RJ)
Brown Porter (45)
1º Ido Décio Schneider (RS)
2º Tatiana de Mello Lima Gomes (RJ)
3º Rodrigo Rios Figarola (URU)
Märzen/Oktoberfest (24)
1º André Luís Junqueira Santos (PR)
2º Leonardo Botto (RJ)
3º João Manuel Veiga (RJ)

2011: SC - 140 competidores
English Barleywine
1º Fábio Krüger Laux (RS)
2º Humberto Ribeiro Mendes Neto (MG)
3º Paulo César Pereira (RJ)
Bohemian Pilsner
1º Nicholas Bittencourt (RJ)
2º Ido Décio Schneider (RS)
3º Carlos Henrique Rampazzo Almeida (PR)
Classic Rauchbier
1º Eduardo Nunes Rodrigues (SP
2º Bernardo Lepikson (BA)
3º Carlos Marcello Siqueira (RJ)


2012: SP - 280 competidores
Doppelbock
1º Eduardo Nunes Rodrigues (SP)
2º Christiam Nazareno Oliveira Rocha (MG)
3º Thiago Rocha dos Santos (RS)
Irish Red Ale
1º Éverton Sérgio Estracanholli (SP)
2º Livia Maria Fernandes (PR)
3º Marcelo Citadini Alevato (SP)
Russian Imperial Stout
1º Sergio Augusto Mantoano Buzzi (RJ)
2º Guenter Sehn (RS)
3º Murilo H. Foltran (PR)
American IPA
1º Bruno Faria Lopes (RS)
2º Raphael Calage Tonera (SC)
3º Andre Baptista Ros Afilho (SP)
Estilo Livre (com obrigatoriedade de ingrediente brasileiro)
1º Anuar A. Tarabai (PR)
2º Ricardo Rosa (RJ)
3º Marcelo Citadini Alevato (SP)

¹Vale lembrar que o ranking desse blog não leva em consideração as medalhas da primeira competição das Acervas, em 2006

Melhores designs em latas: "Canny" Awards

on 18 de maio de 2012



Primeira edição do concurso de design de latas de cerveja, o Canny awards teve 83 cervejarias com 231 cervejas inscritas em 8 diferentes categorias:

Muitos cervejeiros já estão usando latinhas por serem uma embalagem melhor que garrafas e que aguentam melhor o transporte.  No Brasil, nenhuma micro ainda se aventurou por estes mares.  Mas posso dizer que essa é uma tendência cada vez maior e logo logo já teremos alguma lata de microcervejaria aqui..
Veja algumas das latas competidoras abaixo..













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